José Costa (personagem principal) vive no Rio de Janeiro. É casado com
Vanda, que engravidou num momento em que ele se sentia despojado de amor
próprio. Gerou Joaquinzinho, ao qual José nãosente nada, porém não se sente
culpado. Vanda é uma apresentadora de telejornal, bonita, superficial que vive
dizendo lê tudo em suplementos literários, uma típica representante do
consumismo, do imediatismo e desse mundo feito de aparências e espelhos.
José é um homem bem magro e alto. Tem cabelos loiros e parece ser mais
jovem do que realmente é.
Na qualidade de sócio-proprietário da Cunha & Costa Agência
Cultural, fundada pelo amigo de infância, Álvaro Cunha, seu trabalho é escrever
para outras pessoas discursos, declarações, notas e artigos inteiros que, não
raro, alcançam sucesso, são comentados, forjam jargões, mas o mantém anônimo.
Sua solidão é relativa. Existem tantos como ele espalhados pelo mundo
que chegam a se reunir em congressos mundiais de escritores desconhecidos. Na
volta de um desses eventos, realizado em Istambul, Turquia, seu avião é
desviado para Budapeste, Hungria, onde pernoita. Como ninguém por lá sabe
pronunciar José Costa, surge, então, Zsoze Kósta, um brasileiro apaixonado, ou
melhor, seduzido, subjugado pela língua magiar a ponto de passar a viver com a
bela Krista, mulher que lhe ensina o novo idioma.
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